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Cada estrela na terra, toda criança é especial.

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Ser professora é um grande desafio! É preciso conhecer cada aluno, conhecer seu olhar, seu sorriso, suas necessidades. Tem criança que precisa de um abraço, outras de um olhar mais atencioso, algumas necessitam de muita observação para se perceber que elas sabem muito, que são brilhantes. No meio de tantas burocracias, pois o serviço do professor não se encerra dentro de quatro paredes, são fichas e mais fichas para se preencher, formações, reuniões e leituras e leituras infinitas, você não pode abrir mão de conhecer o seu aluno.
Costumo dizer que "durmo" com meus alunos, pois penso neles o tempo todo e em especial os que tem mais dificuldades em determinadas áreas. Passo dias pensando em como alcançar essas cabecinhas, como despertar interesse, como motivá-los. São joguinhos, leituras, musiquinhas, massinhas, pinturas, brincadeiras e uma série de atrativos objetivando descobrir o que meu aluno sabe e até onde posso fazê-lo chegar.
Esse filme me emocionou muito, me motivou ainda mais a procurar o potencial dos meus alunos, mesmo quando parecer impossível. É excelente e recomendo não apenas aos colegas da área, mas a todos que gostam de aprender um pouco  e ou entender as diferenças. Lembrem-se cada criança, cada pessoa é única e tem ritmos diferentes.
 

Dia do Índio: Conheça um pouco do histórico do Índio Terena no Mato Grosso do Sul.

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 Fotos de Aldeia kopenoty terealdeia kopenoty terenana do facebook.
Os Terenas falam uma língua pertencente a família Aruak. Eles entraram na região de Mato Grosso do Sul por volta do Século XVIII, chegando através da cidade de Miranda-MS. São agricultores e excelentes ceramistas. Sua tradição é guerreira, e através de persistência de sobrevivência estabeleceu contato pacífico com os colonos, sendo que por volta do século XX, já eram intensas a relação de troca com a sociedade não índio, que por sua vez moravam aos arredores da bacia do rio Miranda, também eram responsáveis pelo abastecimento de gênero alimentício para a região de Miranda e Aquidauana. Até a data atual continuam com seus produtos  agrícolas, realizando suas feiras tanto  em Miranda, Aquidauana como também na capital, Campo Grande onde trabalham semanalmente.
Socialmente organizados desde a  Tlípice Aliança, guerra entre o Brasil e o Paraguai, mesmo com resultados desastrosos, tais como a redução de suas terras, doenças trazidas pelos exércitos adversários, os terenas não temeram, foram persistentes.  Hoje o resultado é o que podemos observar no povo terena. Vale lembrar que naquela época batalhões indígenas lutaram ao lado de tropas brasileiras, sem ter a visão de como seriam suas vidas após a guerra. Muitos deles foram dizimados na guerra.  A luta desse povo continua pois continuam numa busca incessável pelo direito de suas terras.
Atualmente, esse povo luta pela sobrevivência persistentemente. São mais de 30 mil pessoas desta etnia , que moram tanto nas aldeias como nas periferias das cidades e também espalhados por outras regiões como São Paulo e Mato Grosso em busca do melhor para seus descendentes. A segunda maior população indígena do país são os Terenas, que estão concentrados em várias cidades de Mato Grosso do Sul.
Texto cedido pela Professora Janete Lili Azambuja (Índia Terena)

Produção de texto

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A maioria das crianças tem dificuldade para escrever e cabe ao professor buscar estímulos para isso. É preciso motivá-las. Crianças não gostam de escrever por escrever, gostam de ter uma razão para tal atividade, ou seja, seu texto precisa ter um público e um objetivo. 
Organizar um Semanário com a sala pode ser uma alternativa para que eles comecem a escrever e ainda falem sobre seus sentimentos e inseguranças. Essa mesma atividade você estimula que o aluno leia para os outros e aos poucos irão corrigindo tom de voz, entonação e ritmo de leitura. Incentive o aluno a praticar a apresentação de seu semanário em casa para se sair melhor na sala de aula.
Explique para turma o objetivo do caderno e a relação com o nome diário. Deixe que os alunos decorem o caderno. Apresente sugestões com sucata, E.V.A, tintas, tecidos e outros para que cada um personalize seu caderno como achar mais conveniente.  Neste caderno os alunos poderão registrar descobertas da sua personalidade, atitudes que tiveram durante a semana dignas de cumprimentos ou de censura. Um dia da semana você pode organizar uma leitura compartilhada dos semanários e avaliar a participação da turma.

Modelo sugerido


E ainda detalhes como:

Imagem da Semana: Pode ser com foto do aluno, uma ilustração  ou recorte de revistas.
Palavra da semana: Os alunos deverão escolher uma palavra para descrever o sentimento que mais predominou na semana e ilustrar essa palavra com recortes de revistas ou desenhos para apresentar na sala.



O uso das Histórias em quadrinhos na sala de aula (post 2)

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Imagem / Sintonia Universitária
 Post 1- Você lê aqui.


Muitos dos que criticam os quadrinhos se prendem aos temas abordados na história, que podem ser considerados inadequados, mas a leitura deve ser direcionada, a criatividade do professor, que é ponto primordial para o uso dos quadrinhos, precisa entrar em cena As HQs, por trazerem histórias com temas universais, podem ser usadas em diferentes níveis de ensino, faixa etária e classe social.
Para as crianças em fase de alfabetização, momento em que se constrói o hábito da leitura, os gibis preenchem a lacuna do que ainda não dominam (leitura) com as figuras que mostram o que está acontecendo. Porém, para que os quadrinhos sejam adequadamente utilizados na sala de aula, é preciso que o professor domine sua linguagem, a fim de auxiliar o aluno.
É preciso ensinar a ler o quadrinho: da esquerda para a direita e de cima para baixo. No primeiro exemplo, o autor utiliza o requadro (linha do quadrinho) de forma criativa para a história. No segundo, as linhas onduladas significam um sonho da personagem. O professor precisa estar atento a esses detalhes para orientar o aluno na leitura.


As histórias em quadrinhos se constituem pela interação de dois códigos, o visual e o verbal, ou seja, a imagem e a palavra. A imagem é o elemento básico dos quadrinhos. Ela se apresenta numa sequência de desenhos, sequência esta que auxilia o leitor na compreensão da mensagem.
As metáforas constituem signos e convenções gráficas que tem relação direta e indireta com as expressões do senso comum”. Por exemplo, quando um personagem está nervoso sai uma fumacinha da cabeça dele ou quando está com dor fica vendo estrelas. Esses recursos são utilizados pelo autor para transmitir situações da história sem necessidade de texto.
 
O balão é uma dos elementos mais característicos das histórias em quadrinhos. Normalmente possui forma arredondada e um rabicho com ponta para indicar quem está falando.
Conforme a linha que o envolve o balão adquire um significado diferente. (pensamento, cochicho, uníssono e onomatopéia)


Além das linhas, os formatos das letras também representam o tom (alto ou baixo) ou o conteúdo da fala (outro idioma ou palavras censuradas).
A habilidade na leitura de quadrinhos, entretanto, só será adquirida com a prática da criança.
Recentemente, os quadrinhos educacionais têm encontrado espaço na área comercial, sendo veiculados paralelamente aos quadrinhos de entretenimento.
Sugestões de atividades:
Com as personagens da tirinha de Chico Bento, é possível levantar uma discussão sobre linguagem adequada e inadequada, linguagem padrão, norma culta e variações linguísticas. Além disso, podem-se orientar os alunos para a utilização, nas histórias em quadrinhos, da linguagem oral – o texto está escrito da mesma forma que falamos.
Na disciplina Geografia, podemos utilizar as HQs como forma de visualização das paisagens, já que há uma cuidadosa pesquisa com o aspecto físico e humano dos locais retratados. Além disso, pode-se trabalhar o conceito de escala, da redução da realidade observada para que caiba no quadrinho.
Em aulas de História, as tirinhas de Mafalda ajudam nas discussões sobre o mundo contemporâneo. É importante lembrar que despertar a visão crítica do aluno acerca do mundo é algo essencial e as HQs podem colaborar muito neste trabalho.



Nas aulas de arte é possível trabalhar os recursos que os quadrinhos apresentam como luz, sombra, planos etc., e estimular a criação de uma história em quadrinhos com todos os seus elementos – escolha do tema, roteiro, esboço, desenhos e falas, arte final e colorização.
Não há limite para o uso das histórias em quadrinhos na sala de aula, o que vai limitar este uso é a criatividade do professor.
Sendo assim, acredito ter colaborado para de alguma forma os leitores do aprofundar a visão sobre o tema. Espero que ele sirva de subsídio para professores que pretendam inovar a metodologia e enriquecer os recursos didáticos da sala de aula.


Resumo da pesquisa para monografia de minha autoria.

Histórias em quadrinhos - Post 1

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Post 1 - História em quadrinhos: Um pouco de história.
Post 2 - O uso das Histórias em quadrinhos na sala de aula.
As histórias em quadrinhos exercem um fascínio muito grande sobre as crianças por trazerem uma linguagem fácil, alegre e divertida. Hoje, estão presentes nos livros didáticos, mas alguns professores ainda não aceitam a linguagem dos quadrinhos como recurso pedagógico.
Uma HQ narra a história quadro a quadro através de desenhos e textos, utilizando o discurso direto,  uma característica de língua falada. A linguagem verbal é tão importante quanto à não-verbal na transmissão da mensagem. Todos os elementos dos quadrinhos são necessários para a compreensão da narrativa.
Um pouco da história dos quadrinhos:

Desde o início da civilização, o homem tinha o costume de narrar histórias através de desenhos. A Coluna de Trajano data do século II e traz em si uma faixa helicoidal que sobe pela coluna contando os feitos militares do imperador romano Trajano.

As História em quadrinhos só se tornaram um produto cultural de massa após 1895, quando começaram a ser publicadas nos EUA em suplementos dominicais, atingindo um número maior de leitores. Muitos estudiosos consideram a tira The Yellow Kid como o marco inicial das histórias em quadrinhos. Seu criador, Outcault, foi o primeiro a sequenciar os desenhos para narrar uma história e a empregar balões para as falas.


No final da década de 30, com a iminência da guerra, era preciso um herói com super-poderes para vencer o nazismo. Surge o Superman, personagem que deu impulso à criação de inúmeros outros, como Batman, The Spirit e Capitão América.
 
Após a guerra, novos temas começaram a fazer parte do mundo dos quadrinhos (terror, erotismo e suspense). Como o consumo entre os adolescentes era muito grande, a sociedade americana começou a rejeitar os quadrinhos e acusá-los da delinquência juvenil. Os editores, pressionados, elaboraram um código de ética para as revistas.
Com isso, na década de 50, as personagens se tornaram mais infantis, utilizando crianças ou animais humanizados.
Ainda assim, os quadrinhos não perderam o rótulo de leitura prejudicial ao desenvolvimento intelectual dos jovens e só começaram a ser valorizados a partir do início da década de 60, por conta de estudos feitos por intelectuais europeus.

O quadrinista Stan Lee colaborou de forma intensa para a revalorização das histórias em quadrinhos ao mostrar ao mundo super-heróis com desejos e defeitos como os de qualquer ser humano.

Com a crise do petróleo nos anos 70, os comic books sofreram uma queda e ganharam força as tirinhas de jornal.


No Brasil, as histórias em quadrinhos iniciam seu percurso no começo do século XX, com a Revista Tico-Tico. Esta revista não era só composta por quadrinhos, trazia também jogos, quebra-cabeças e textos infantis.

Em meados da década de 30, começaram a ser publicados suplementos coloridos nos jornais voltados para o público juvenil. Foi lançada também a Revista Gibi, de onde vem o nome pelo qual conhecemos os quadrinhos atualmente;
Assim como nos EUA, a crise moralista dos quadrinhos atingiu o Brasil, que encontrou uma brecha na publicação de História em quadrinhos  com cunho educativo, como as que traziam a História do Brasil ilustrada.


Todos os meios de comunicação e produções artísticas são veículos de idéias, de modo de vida e de valores sociais. Com as histórias em quadrinhos não é diferente; elas serviram de colaboradoras na Segunda Guerra Mundial, a pedido do governo de Roosevelt, e ajudaram a difundir o modelo capitalista através das histórias da Disney.
Na década de 60, começaram a ser publicadas as História em quadrinhos da Disney, que dominaram o setor até o surgimento de Maurício de Sousa, cujas personagens fazem muito sucesso até hoje.



O papel da mulher também vem mudando através da evolução das História em quadrinhos , desde a aparência física até os valores morais.

As História em quadrinhos já são usadas como material pedagógico desde a década de 40, mas por muito tempo pais e professores insistiram com a idéia de os quadrinhos eram nocivos ao desenvolvimento intelectual. Atualmente, os órgãos de educação e pesquisadores do assunto são favoráveis ao uso deste recurso no ambiente de ensino, apesar de ainda existirem posições contrárias, os quadrinhos já estão presentes nos livros didáticos e recomenda-se o seu uso em sala de aula.
Próxima postagem - O uso das Histórias em quadrinhos na sala de aula.






 

Professor novato : a recepção da escola.

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Está claro que as universidades do nosso país não prepara o professor na sua totalidade para a sala de aula. Os recém-formados saem “crus” de suas licenciaturas e só com o exercício da profissão e com os anos de prática que o mestre consegue alcançar a dimensão necessária para ser um bom educador.


Porém, tão importante quanto a formação é a maneira como esse recém-formado será recebido na escola. Muitas vezes professores mais velhos desqualificam os novatos ou a profissão, desestimulando o novo colega. O recém-formado normalmente chega com o “gás todo”, empolgado com a oportunidade de exercer a profissão pela primeira vez e ouvir termos como “vassoura nova é assim mesmo” ou “quero ver daqui dez anos se você vai estar assim” pode ser desestimulante. Além desse tipo de recepção do professor experiente que também está desacreditado da carreira, e alguns com razão, diga-se de passagem, temos também escolas que simplesmente jogam o professor numa sala de aula informando-lhe apenas sua sala e o ano que deverá lecionar. Não há nenhum esclarecimento sobre as metas da escola, as dificuldades da turma, as normas da escola, e outras. O novato que se vire, ele não é graduado?


Porém, na escola tudo funciona como uma grande engrenagem, se o professor é recebido de qualquer maneira, ele tende, com exceções, obviamente, a levar a escola de qualquer jeito também. A recepção do novato reflete na sua prática, na sua forma de planejar e avaliar e principalmente na sua relação com a comunidade escolar.


A cada inicio de ano se faz necessário uma recepção previamente planejada entre os professores e se possível membros representantes da comunidade escolar, para que descrevam quais foram suas dificuldades e quais as metas alcançadas no ano anterior e assim traçar metas para o ano letivo. Um momento que representa muito mais que uma reunião de professores, significa envolver os educadores, entre eles os novatos na realidade da escola em que estes deverão “vestir a camisa” por uma longa estrada de aproximadamente duzentos dias letivos.
Comparando escola a um time de futebol, ambos precisam trabalhar em equipe para alcançar seus objetivos, porém, um técnico de futebol jamais vai dizer a um novato no time “entra aí e vai jogando”, então porque na escola é diferente? Professores novatos, tanto na profissão quanto os novatos na escola merecem respeito, precisam saber o que a escola espera dele, quais os desafios ele tem pela frente e quais subsídios a escola oferece para que ele possa superá-los.