Histórias em quadrinhos - Post 1

Post 1 - História em quadrinhos: Um pouco de história.
Post 2 - O uso das Histórias em quadrinhos na sala de aula.
As histórias em quadrinhos exercem um fascínio muito grande sobre as crianças por trazerem uma linguagem fácil, alegre e divertida. Hoje, estão presentes nos livros didáticos, mas alguns professores ainda não aceitam a linguagem dos quadrinhos como recurso pedagógico.
Uma HQ narra a história quadro a quadro através de desenhos e textos, utilizando o discurso direto,  uma característica de língua falada. A linguagem verbal é tão importante quanto à não-verbal na transmissão da mensagem. Todos os elementos dos quadrinhos são necessários para a compreensão da narrativa.
Um pouco da história dos quadrinhos:

Desde o início da civilização, o homem tinha o costume de narrar histórias através de desenhos. A Coluna de Trajano data do século II e traz em si uma faixa helicoidal que sobe pela coluna contando os feitos militares do imperador romano Trajano.

As História em quadrinhos só se tornaram um produto cultural de massa após 1895, quando começaram a ser publicadas nos EUA em suplementos dominicais, atingindo um número maior de leitores. Muitos estudiosos consideram a tira The Yellow Kid como o marco inicial das histórias em quadrinhos. Seu criador, Outcault, foi o primeiro a sequenciar os desenhos para narrar uma história e a empregar balões para as falas.


No final da década de 30, com a iminência da guerra, era preciso um herói com super-poderes para vencer o nazismo. Surge o Superman, personagem que deu impulso à criação de inúmeros outros, como Batman, The Spirit e Capitão América.
 
Após a guerra, novos temas começaram a fazer parte do mundo dos quadrinhos (terror, erotismo e suspense). Como o consumo entre os adolescentes era muito grande, a sociedade americana começou a rejeitar os quadrinhos e acusá-los da delinquência juvenil. Os editores, pressionados, elaboraram um código de ética para as revistas.
Com isso, na década de 50, as personagens se tornaram mais infantis, utilizando crianças ou animais humanizados.
Ainda assim, os quadrinhos não perderam o rótulo de leitura prejudicial ao desenvolvimento intelectual dos jovens e só começaram a ser valorizados a partir do início da década de 60, por conta de estudos feitos por intelectuais europeus.

O quadrinista Stan Lee colaborou de forma intensa para a revalorização das histórias em quadrinhos ao mostrar ao mundo super-heróis com desejos e defeitos como os de qualquer ser humano.

Com a crise do petróleo nos anos 70, os comic books sofreram uma queda e ganharam força as tirinhas de jornal.


No Brasil, as histórias em quadrinhos iniciam seu percurso no começo do século XX, com a Revista Tico-Tico. Esta revista não era só composta por quadrinhos, trazia também jogos, quebra-cabeças e textos infantis.

Em meados da década de 30, começaram a ser publicados suplementos coloridos nos jornais voltados para o público juvenil. Foi lançada também a Revista Gibi, de onde vem o nome pelo qual conhecemos os quadrinhos atualmente;
Assim como nos EUA, a crise moralista dos quadrinhos atingiu o Brasil, que encontrou uma brecha na publicação de História em quadrinhos  com cunho educativo, como as que traziam a História do Brasil ilustrada.


Todos os meios de comunicação e produções artísticas são veículos de idéias, de modo de vida e de valores sociais. Com as histórias em quadrinhos não é diferente; elas serviram de colaboradoras na Segunda Guerra Mundial, a pedido do governo de Roosevelt, e ajudaram a difundir o modelo capitalista através das histórias da Disney.
Na década de 60, começaram a ser publicadas as História em quadrinhos da Disney, que dominaram o setor até o surgimento de Maurício de Sousa, cujas personagens fazem muito sucesso até hoje.



O papel da mulher também vem mudando através da evolução das História em quadrinhos , desde a aparência física até os valores morais.

As História em quadrinhos já são usadas como material pedagógico desde a década de 40, mas por muito tempo pais e professores insistiram com a idéia de os quadrinhos eram nocivos ao desenvolvimento intelectual. Atualmente, os órgãos de educação e pesquisadores do assunto são favoráveis ao uso deste recurso no ambiente de ensino, apesar de ainda existirem posições contrárias, os quadrinhos já estão presentes nos livros didáticos e recomenda-se o seu uso em sala de aula.
Próxima postagem - O uso das Histórias em quadrinhos na sala de aula.






 

9 comentários:

Anne Lieri on 30 de janeiro de 2012 14:10 disse...

Edilene,vc abordou muito bem o tema nesse excelente artigo!Eu considero importante o uso de histórias em quadrinhos na sala de aula,pois a criança fica mais motivada a ler!Adorei a história dos quadrinhos,um artigo muito bom!bjs e boa semana!

Tunin on 30 de janeiro de 2012 15:26 disse...

Essas historinhas trazidas para a sala de aula, mexem com o imaginário das crianças. O resultado é positivo. Muito boa a sua abordagem.
Abraços.

Betty Gaeta on 31 de janeiro de 2012 10:17 disse...

OI Edilene,
Acho que tudo que pode facilitar o aprendizado, deve ser usado. Eu adoro estórias em quadrinhos e acho que elas podem tornar o ensino mais interessante e divertido.
Beijos 1000 e uma 3ª-feira maravilhosa para vc.

www.gosto-disto.com

soninha on 31 de janeiro de 2012 19:26 disse...

Excelente post garota.
Pena que na minha época não utilizavam as historinhas em sala de aula.
Usavam palmatórias...rs.
beijinhos de luz

ELAINE on 1 de fevereiro de 2012 02:46 disse...

Passando para desejar uma 4ªF iluminada e repleta de bênçãos! Abraço fraterno e carinhoso!
Elaine Averbuch Neves
http://elaine-dedentroprafora.blogspot.com/

Antonio Rubilar B. Valente on 1 de fevereiro de 2012 11:19 disse...

Minha querida amiga!!!Deixe eu comentar de forma sucinta aqui,como eu comecei a gostar de ler,escrever e acompanhar a literatura.Ainda criança,com 8/10 anos de idade,minha irmã(na época com 20 e poucos anos)trazia os chamados gibis para meu deleite.Era Zorro,Mandrake,Fantasma,e a coleção toda da Disney.Eu era fascinado por todos eles e isso me incentivava a ler cada vez mais.Daí, o gosto que tenho por escrever.E modéstia,com poucos erros gramaticais.E tudo graças aos "gibis".Ótimo post, adorei e valeu tb pelo comentário em meu blog.Fique com Deus!Sempre!
Rubi.
www.valentebrasil.blogspot.com

Jonathan Cruz on 1 de fevereiro de 2012 15:05 disse...

Oi Edilene, li seu comentário, e para postar a lista é só selecionar, copiar e colar. Qualquer coisa é só me avisar ok? Estarei sempre prnto para ajudar. bjos.

Maga.Mega.e.Fios ~> CrOcHê on 4 de fevereiro de 2012 16:47 disse...

Olá, faço parte do Blogueiras Unidas nº 1551, e vim conhecer o seu blog!!
ADOREI, já estou te seguindo, aproveito e te convido a vir conhecer o meu cantinho tb!!
Fique com Deus

Bjão
Cássia

Aline Carla on 8 de fevereiro de 2012 20:23 disse...

Senti-me muito emocionada ao ver o selo do TRIBARTE em seu blog, obrigada amiga pela consideração.
Compartilhei sua postagem sobre histórias em quadrinhos e dei todos os créditos. Ainda não posso digitar sempre, tenho que fazer 30 dias de repouso, mas estou aqui para agradecer-lhe por tudo! Beijos.